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Atividade em altura representa 40% dos acidentes de trabalho no Brasil

Especialista defende que a capacitação do trabalhador deve ser aplicada com aulas práticas que retratem o cotidiano do profissional

 

O trabalho em altura exige cuidados extremos por parte de quem coloca sua vida em risco diariamente como, por exemplo, profissionais que usam técnicas de rapel para limpar janelas ou os que sobem em postes para fazer a manutenção da rede elétrica. Segundo dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), 40% dos acidentes de trabalho no Brasil estão relacionados a quedas de trabalhadores em altura.

Criada há pouco mais de um ano, a NR35 (Norma Regulamentadora nº 35), define requisitos e medidas de proteção aos profissionais que atuam nessas condições. Com ela em vigor, a expectativa é que os acidentes sejam reduzidos. Porém, a capacitação do profissional precisa conter atividades práticas e ser feita de forma séria, como defende a coordenadora do curso de segurança no trabalho do Instituto Edison, Monica Klemps.

Do ponto de vista legal, para o MTE, a empresa está regular se os trabalhadores tiverem sido submetidos a um curso básico de no mínimo 8 horas. E como há inúmeros tipos de trabalho em altura, a norma prevê uma complementação desse treinamento dada pela própria empresa, abordando as especificidades de cada atividade. Mas, segundo Monica, em muitos casos isso não acontece. “As instituições de ensino e seus instrutores têm responsabilidade sobre os alunos capacitados, portanto cabe a elas observar a realidade de trabalho dos treinandos e não apenas limitar-se a cumprir o conteúdo programático mínimo proposto na norma”.

Durante a capacitação, os profissionais devem contar com uma estrutura que retrate as diversas atividades do cotidiano. Se o profissional for do setor energético, por exemplo, a escola deve possuir um centro de treinamento com torres de transmissão, postes e escadas telescópicas. Se for de construção civil, deve ser disponibilizado um ambiente com andaimes, cadeirinhas e, em todos os casos, a escola deve disponibilizar os equipamentos de segurança inerentes à atividade.

 

Instituto Edison

O Instituto Edison possui o curso de Trabalho em Altura desde 2010, quando esse tipo de atividade era abordada na NR18 (construção civil). Atualmente, cerca de 700 profissionais fazem o curso da NR35, por ano.

Para os cursos livres de Normas Regulamentadoras, a entidade possui convênio com mais de 200 empresas, de diversos setores, como Bombardier, Trail, Manserv, CAF do Brasil, AES Eletropaulo, Alstom e CPTM.

Com sua primeira turma de rádio e televisão formada em 1950, a primeira da América Latina, já com status de curso técnico, o Instituto Edison foi fundado pelos professores Pedro Ferri Marzano e Jorge Edo. O Instituto Edison já formou mais de 50 mil alunos e atualmente conta com cursos técnicos de Eletrônica, Eletrotécnica e Telecomunicações (todos com registro no CREA), e Técnico em Segurança no Trabalho (com registro no MTB).

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